
Hic et Nunc.
Os meus escritos estão no ar. Publicamente anunciados hoje.
Públicamente – e passo a explicar – publicamente a uma pessoa que me é muito querida, e que de tão querida que é tratará de ajudar na “publicação”.
Obrigada Tia Alice – melhor amiga não me podias ter dado! Já está a ser útil!
Um texto aqui, outro ali e uma remessa de manuscritos ainda a pedirem trabalho!
Temos trabalho em mãos.
Bom – aceitam-se pedidos de autógrafos! JÁ! Antes que venham as boas e honestas críticas, as grandes verdascadas que nos fazem crescer... pois que a seguir poderei desmoralizar!
Desmoralizar não. Mas intimidar-me por uns tempos. Curtos.
Curtos pois. Ou não serei eu conhecida por obstinada, ou mesmo insolente...
Isto de saber que apartir de agora terei “passarinhos”, “bruxinhas”, “modéstias”, “passarinhos”, e outros mais ilustres da nossa praça a ler os meus escritos, ah! e mais “passarinhos, muitos deles – é de muita responsabilidade, muita mesma.
Tenho tanto para vos contar que tenho medo que me falte tempo.
Memória não faltará – se essa faltar eu chamo a minha avó. Figura linda e caricata da minha vida que consegue ter mais memória que os quilómetros de renda que faz! E se elas os faz!
E como ela bem diz, “- as coisas são como são, e não como deveriam ser” – vou tentar com que não me falte tempo.
Mas eu, sendo neta da minha avó, não saí nem com a sua sapiência nem paciência para com a vida.
Pelo contrário. Tenho-me mostrado muito mais inconstante. Será pelo facto das temperaturas que me vejo obrigada a cruzar em mares, ventos e matos? Tanto tenho frio como tenho calor.... (será chuva será gente???? Chuva não é certamente e a menopausa não chega assim, já.)
Pra mais que eu admito os meus erros – alguns, e este é um deles - que eu não fui feita pra servir - como a história da fiel empregada do Senhor Doctor, lá da terra, que sempre o chamava para a janta, com um determinado trejeito sem maldade nem jeito: – “ Senhor Doctor, o jantar está na mesa!!! “ – mas esta agora, é só para quem mesmo sabe da história!
Venham daí as verdascadas que eu preciso muito pensar na minha vida. Preciso de ajuda até para pensar. Ou de um mecenas!
Aceito tudo o que vier por bem.
Além de que,
um dia, quando os animais já não falavam, um passarinho pousou no meu ombro e chilreando baixinho, chamou-me de “anjinho da guarda” – até hoje eu penso... quem guardará mais quem?
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