Sentada no Adamastor
Tempo livre
Cabeça ocupada
Vejo Tudo
Não vejo Nada
À frente o Rio Azul
Acima o Céu Azul
Por dentro mais negra
A Alma em tons cinzenta.
Companhia não me falta,
E a solidão minha mais amada.
Sinto o sol quente na pele,
Na cabeça, costas,
Braços,
Na alma a frieza das tumbas.
E que minha pena aqui não se atreva a escrever.
Pois o que sinto não é meu apenas,
E minha história ainda não está escrita.
A.
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