sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Na Doca

O Tempo


Cruel, bom e fiel amigo.

Tudo Faz!


“ - Dá-lhe tempo!”

Eu dei-lhe tempo.


E dei-lhe uma mão toda!

“Há rir!”


Agora dou também o braço!

“Há rir!”


Com nada se contenta o Tempo!

Se a vida sorri?

Talvez um esboço de atracção!

Pois que o Tempo o dirá!


Lá no fundo ainda o frio,

O mesmo frio de sempre,

O corpo dividido da alma.

Tal como um carro passa numa ponte,

Apenas passa, mas não é dela.


Assim minha alma em meu corpo,

Passa apenas, vai passando,

Passa e volta a passar.

Mas não é dele.

Não é dele minha alma.


A.

Sem comentários: