quarta-feira, 30 de maio de 2007

Uma Pedra






Era uma vez

Quando os sapatos ainda não eram para todos, ou então eram só para alguns, ou para outros mas só em dias de festa.
Uma mãe pediu ao filho para este ir comprar açúcar ao botequim da rua.

Estava já lusco fusco, o miúdo, de 7 anos, saíu descalço mas sem hesitar a cumprir a ordem-pedido de sua mãe. Ao descer a rua, quer porque tinha pressa, quer porque já n via bem e a rua muito menos era iluminada, deu um grande pontapé numa pedra, com o dedo grande do pé direito. Tinha que estar justo no seu caminho. "- Raios te partam, mais alguem tropeçará em ti" - rogou assim uma praga e segui a sua rota.

No caminho de regresso já a noite tinha caído, a pressa em chegar a casa era ainda maior e... eis que, foi o mesmo dedo ainda dorido que bateu na mesma pedra que ainda não tinha saído do mesmo sítio! Ironia ou não?!

Então, o miúdo, já a chorar mais da sua má cabeça que de dor, tirou desta vez a pedra do caminho e enviou-a para o mais longe que o seu braço e força permitiram, coisa que deveria ter feito antes, pois... não sabia quantas mais vezes passaria ali! Ele, ou outro qualquer!

Assim se aprende... com lições que da vida!
ou... partidas...



Sem comentários: