sexta-feira, 18 de maio de 2007

A um sorriso

Acabava de entrar na esplanada de um café restaurante na parte antiga da cidade, feito em aproveitamento da cobertura do prédio. Um terraço grande o suficiente para ser ainda acolhedor. O que na altura mereceu a minha atenção pela ideia e gosto.

Mal acabo de subir as escadas de acesso eis que vou de encontro a uma pessoa. Outra pessoa qualquer ter-me-ia fulminado com os olhos - tal andam as pessoas agressivas e zangadas com tudo. Mas esta pessoa não. Dado o embate, ainda não tinha dito uma palavra de desculpas, e já um sorriso de desculpa me era entregue. Assim, a troco de nada.

Não. A troco de um encontrão. Um sorriso lindo, do dono de uns olhos que eu nem consigo lembrar. Lembro um sorriso. lembro os braços descontraídos de um corpo descontraído mas não relaxado, vestido de roupa clara... talvez uma camisa de linho... e o cabelo em desordem!

Pretendo lá voltar. Provávelmente aquele sorriso não o verei. Mas outros pode ser. Lisboa é grande...
Mas a minha imaginação é muito maior e eu ainda me encontro nela!

Um sorriso giro para ti que me ficaste na imaginação, quem quer que sejas e que cá entraste. Agora não te deixo sair!
Quem sabe um déjà vú?

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