sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Conversas guardadas


Perdida num "folder" qualquer, estava este texto destinado a ser esquecido. Encontrei-o hoje.
Guardei nem sei porquê. Porque gosto de guardar coisas.

Estava assim no meu baú de coisas, de "conversas".
E já que guardei e, porque até lhe acho graça - porque expontâneo,
aqui fica como mais um testemunho meu.


"- Não te proclames já de amigo! Sou irreverente sim, e parece que o meu nariz assim o indica - é mais famoso que eu, estava a pensar num seguro específico... e autónomo, que achas?

- Depende muito do resto .....
Se o seguro só segurar essa preciosidade tem tendência a pagar um prémio muito elevado em comparação com um possível sinistro ...... (salvo seja!!!!!!)

-Se pensarmos num seguro total aí é meu interesse e no teu melhor interesse uma análise do risco atendendo ao todo que representas.

Claro e como será por demais evidente, que esta análise terá que ser muito "localizada" em alguns aspectos e devidamente criteriosa para que nada fique sem se poder segurar devidamente .....


Se assim o desejares, posso fazer uma análise total e completa para ver o risco e estabelecer valores de prémio.

- mas trabalhas com seguros??? cuidado com as análises "localizadas", como profissional que por certo serás...é que isso poderá levar a critérios menos objectivos, logo, uma apólice menos legal

-Quanto às análises localizadas sigo muito a politica
do algodão para segurar o Risco:

Tudo a palmo, lentamente como se estivesse a
sentir seda por entre os dedos.

Após percorrer as partes "localizadas" de maior
risco poderei estabelecer melhor o prémio.

-Algodão??, pois depende da zona a segurar, também gosto da licra! Isso do palmo, é já uma medida antiga... sabes quantos palmos faz um metro???
e que prémio seria esse?
sendo que a potencial premiada é bastante irreverente???

-Para definição do prémio digo-te o seguinte:

Entre seda e lycra deixo isso à Tua escolha contando que
o mesmo reverta proporcionalmente a favor de ambas as
partes intervenientes.


Quanto à irreverência deixo que a cultives pois sei que com
o intenso palmear a vais perdendo pouco-a-pouco em ondas
de prazer .....

Por vezes o "palmo" é uma ferramenta importante para os
sentidos pois está envolto em toque e desejo de descoberta

-Entre palmos e pontas de dedos, "venha o diabo e escolha" - como soe dizer-se! Com ondas de prazer n se perde irreverência... pode é ganhar-se tb terreno ao descaramento, e é uma conjugação tremenda! entao é quando já nem licras nem algodões importam... só pele contra pele! na sua mais pura beleza e proporção das partes!

-E aí tudo acontece ao som de uma Opera
em que o olhar lânguido de prazer voa com
o tempo embalado na beleza da descoberta!

É aí que as partes tornam a sua proporção
menos notórias pois os corpos fundem-se
em uníssono para resultarem num único!

-Para resultarem num único é necessário mais que corpos, é necessário um coro de pensamentos, ou ausência deles!
Uma fusão de almas em que corpos e almas resultam num orgão só, quando amas uma pessoa ao ponto das lágrimas te brotarem como se fosses uma criança perdida
Aí sim, te encontras

- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhh, a "miga" também faz uns poemas
além de versar bem alguns temas ....
Que reconfortante é saber que após longa procura este
sofredor cavaleiro pode por fim tirar a "armadura".

Como eu te entendo oh narizinho lindo e "pequeno!".

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